Totemismo

 

Sikhismo

 

Considerada a mais nova das grandes religiões, o sikhismo foi fundado no século XV por Sri Guru Nanak Dev (1469-1538), considerado o primeiro dos dez gurus. Segundo a tradição sikh, Narak foi a um lugar chamado Sultanpur e enquanto se banhava num rio simplesmente desapareceu, reaparecendo após três dias proclamando: “Não há hindu, não há muçulmano.” Esta frase, que se tornou um dos pilares da religião sikh é um resumo do que é o sikhismo. Nahak não desejava criar uma nova religião, mas sim congregar hindus e muçulmanos numa mesma religião, para isso ele juntou elementos das duas religiões como forma de facilitar a união.

O sikhismo está baseado em sólidos princípios que são fundamentais e devem ser aceitos por todos os seus seguidores:

·        Crença no verdadeiro Deus uno;

·        Rendição implícita à vontade de Deus;

·        A prática da retidão e da honra;

·        Fraternidade de Deus e irmandade do homem;

·        Não adorar senão a Deus;

·        Trabalhar na boa fé é uma obrigação imposta por Deus; abandonando o medo por um mau resultado, bem como a esperança de um bom resultado;

Além da aceitação destes princípios, os sikhs mais zelosos, chamados de santos Khalsa, após passar pelo ritual do batismo (Pahul) passa a adotar cinco hábitos (Kakas): o “Kes”, (não cortar o cabelo), o “Kachh”, (barba curta), o “Kara” (bracelete de ferro), o “Kirpan” (adaga de aço), e o “Kangha” (pequeno pente usado no cabelo).

O livro sagrado dos sikhs é o Granth Sahib, todo escrito na linguagem Gurumukhi, criada pelo Guru Nanak, esta liguagem possui 53 letras e é uma corruptela do Hindi. O Granth Sahib, que além de escritura sagrada também é considerado um guru, é composto por uma seqüência de hinos e pela música que os acompanha. Outra característica do Granth Sahib que o torna único, dentre os livros sagrados das religiões, é que ele contém escritos de santos de outras fés, cujos pensamentos eram consistentes com a filosofia e pensamentos dos Gurus.

  O sikhismo não possui sacerdotes ou clero, apenas guardiões do livro sagrado, entretanto a leitura do Granth Sahib não é privilégio de uma casta, todos têm acesso a ele e podem ter conhecer seu conteúdo, inclusive pessoas que seguem outras religiões, e todos são bem vindos aos templos (Gurdwaras).

A meta de um sikh é atravessar cinco estágios espirituais para alcançar uma reencarnação favorável ou a libertação do ciclo da reencarnação (Samsara). Os estágios são: Dharam Khand (viver segundo a lei de Deus); Saram Khand (autodisciplina); Karam Khand (graça); Gian Khand (conhecimento); e Sach Khand (verdade).

Segundo a crença sikh ao nascer cada homem tem nova oportunidade de escapar deste ciclo reencarnatório, isto só é possível através do amor a Deus associado ao amor por todos. Esta visão é semelhante ao “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo” pregada pelo cristianismo. Por isso os sikhs também aprendem a ajudar qualquer necessitado, seja qual for a sua fé, e servir à comunidade é considerado um caminho para aproximar-se de Deus. Os seguidores do sikhismo acreditam ainda que o homem se realiza abolindo o egoísmo e o orgulho.

Observamos na filosofia sikh uma universalidade que não é comum nas religiões. O respeito e o incentivo à solidariedade e ao amor para com todos os homens, independente que qualquer característica, serve de exemplo para que ao invés de disputar seguidores, as religiões voltem suas atenção para objetivo maior de levar o homem a Deus (independente do nome pelo qual o chamem) e de propiciar a criação de um mundo onde todos vivam como irmãos.

 

 

Fontes:

www.vidaperpetua.com.br/sikhismo_conteudo.asp

www.cacp.org.br/sikhismo.htm

www.buainain.com/02_sikhis.html

www.viacapella.com.br/portal/religioes.htm#4